Há um quarteirão inteiro no Porto que, uma vez por mês, monta um circo (sem tenda) para inaugurar mais de duas dezenas de exposições de arte no mesmo dia. Nem todos são adeptos da fanfarra cultural, mas o facto é que o povo sai todos os meses para a rua.
Os portuenses andam a atropelar-se na rua Miguel Bombarda,
entre carros, exposições e notas de música. Comemoram, mesmo à chuva, as inaugurações nas
galerias de arte. A requalificação da mítica rua portuense promete avançar
finalmente este ano. A iniciativa está para durar. Fomos ver como se contou
esta história para o mês de Abril e juntámos a literatura à festa.
Infelizmenteparece, mais uma vez ,que aquilo que nasce no Porto vai ter um melhor desfecho,e continuidade, em Lisboa. Lembra o que se tem passado com alguns músicos da nossa cidade que partem e até fazem campanha contra a regionalização esquecendo o Porto Sentido que antes cantavam. Preve-se pois,com a abertura de lojas em lisboa pelos nossos galeristas, mais um sonho caído por terra? Tudo isto poderia dar lugar a um confronto cordial de ideias sobre o papel da cidade no contexto nacional onde o futebol dita as leis- importa-se jovens promessas sul-americanas para vender mais caro a seguir. Ficamos a ver partir valores e ideias. O Porto não cria raízes!
Margarida 04-05-2008
Bela reportagem e escolha cruzada de entrevistados.
PJB 03-05-2008
Boa reportagem. E acho muito bem que a arte dê um chega pra lá no trânsito.