24.01.2009 | Música | Ao Vivo
Coolness juvenil dos The Chick No Sticks agita Music Box
O concerto de apresentação de singles do quinteto lisboeta foi condimentado com presença dos Bordeline Insane e The Doups. Juntos despertaram hormonas de um público juvenil, em jeito de moshes e crowd surfing.
Music Box, Lisboa, 21 de Janeiro de 2009
Meio de semana no Music Box, público muito jovem, duas bandas convidadas,
cd’s-demo espalhados por toda a sala, um único propósito: ser a noite que
começa um novo ciclo para os The Chick No Sticks. «Para uma quarta-feira, a sala até estava bem composta», afirma o
baixista, João Mariano, que tem esperança num futuro melhor «com o agenciamento
da banda por parte da Golden Management».
Os The Chick No Sticks são
compostos pelo enérgico baterista Diogo Botelho, pelos competentes e low
profile João Mariano (baixo) e João David (guitarra), encabeçados por Ricardo
Andrade e Guilherme Romão (também na guitarra), duas vozes que chegam a
confundir-se numa só.
A noite era deste quinteto, mas os convidados para a festa não quiseram passar desapercebidos. Os Borderline Insane levaram à sala lisboeta o seu punk açucarado que enganaria os mais desatentos se se dissesse que tinham vindo da Califórnia. Concerto terminado, mudança de banda, mudança de público em frente ao palco, qual Festival da Canção onde cada um puxa pelo seu partido e dezenas de t-shirt de cores garridas em moshes encalorados, atiram pelo ar cervejas desprevenidas.
«Estou a ver muita gente de Setúbal», repara João, vocalista dos novos donos do palco. É a vez dos sadinos The Doups darem a conhecer o seu trabalho nesta noite de rebelião juvenil, onde marcam a diferença pela forte presença de blues nos seus temas incontornavelmente rock. E só interromperam o inglês das canções quando chegou a altura de agradecer ao público e a quem os convidou – The Chick No Sticks, já prontos a subir ao palco.
Wine’s ok, um dos novos singles dos The Chick No Sticks dá o mote. Tema após tema, surgem as comparações por parte dos que não se atrevem no moshe. O legado dos Arctic Monkeys terá por certo passado pela cabeça de muitos presentes, lembrança essa que se confirma quando, após o celebrado Tiger way, soam os
primeiros acordes de I bet you look good on the dancefloor, um dos hits dos rapazes de Sheffield.
Os elementos de The Chick No Sticks afirmam
ouvir diversos estilos musicais. «O Ricardo até ouve muito Hip Hop e Reggae»,
atira Guilherme, alegando que não podem ser encaixados em nenhum pote sem ser o indie, até porque na sua opinião «cada um dos nossos temas é muito próprio [o solo de João David na harmónica à Dylan é disso exemplo], e não temos nenhum grupo que nos sirva especificamente como influência».
Quanto aos projectos a curto prazo,
afirmam que vão andar pelas ruas de
Lisboa a promover o seu trabalho, atraindo a atenção para o seu MySpace até ficarem nos ouvidos das
pessoas, apesar de Guilherme ser da opinião que «os portugueses não estão
abertos a novas sonoridades e talvez o futuro passe pela internacionalização».
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