banner
Quem Somos | Recrutamento | Ficha Técnica | Contactos  
Logótipo Rascunho

 
 
Evocações pessoais contadas com mestria

 

O filme foi exibido na secão «Herói Independente» do IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema Independente, cuja sétima edição decorre, em vários cinemas da capital, entre 22 de Abril e 2 de Maio, e que o RASCUNHO está a acompanhar através de um blogue especial.

Artigos Relacionados
apontadorIndieLisboa é um vulcão da arte do encontro

 
   
 Cinema  | Documentário

Metaal en Melancholie/ Metal e Melancolia

 Heddy Honigmann, 1993

 

 

Metal e melancolia são dois conceitos que poderiam definir a cidade de Lima, no Peru, no início dos anos 1990. Isto mesmo é afirmado por um dos protagonistas que Heddy Honigmann filmou no seu regresso ao documentário depois de 15 anos na ficção, precisamente intitulado Metal e Melancolia: «Um famoso poeta espanhol disse que o Peru é feito de metal e melancolia. Estava certo. Talvez porque a dor e a pobreza nos tornaram duros como os nossos metais. E melancolia por também sermos ternos e desejarmos os bons velhos tempos».

 

Nesta incursão da realizadora à sua terra natal, num trabalho encomendado por uma cadeia de televisão holandesa, Honigmann encontra um país estrangulado pela inflação e pela má gestão da classe política. Várias pessoas de uma classe média (na verdade, inexistente) usam os seus carros pessoais para trabalharem como taxistas, embora a maioria deles tenha outros empregos – actor de cinema, funcionário do Ministério da Justiça, professor ou mesmo polícia.

 

A  pobreza é transversal, mas as pessoas vão tentando viver da melhor forma e partilham com o espectador histórias de vida, que são também histórias de amor, histórias de família, histórias de doença e de frustração. Mas são também sorrisos, lágrimas, perspectivas diferentes para encontrar o lado mais luminoso de existências que parecem condenadas à dor, em evocações pessoais cheias dessa espécie de poesia peruana.

 

Heddy Honigmann consegue alcançar uma grande empatia e isso nota-se na maneira como as pessoas acabam por se abrir e nos levam por vezes para lá do táxi, até às suas casas. A agilidade que os protagonistas deste documentário mostram a contornar os buracos da ruas degradadas de Lima e conduzir através do trânsito descoordenado da cidade é a mesma que usam para sobreviverem às dificuldades. Há relatos de revolta pela corrupção dos políticos. Há narrações cómicas de estratégias usadas para evitar os furtos. A nostalgia de tempos mais felizes e prósperos. São histórias que mereciam ser contadas que, a par da mestria da realização da holandesa de origem peruana, fazem deste retrato vivo um agradável pedaço de cinema.

 

 

Este documentário foi exibido pela primeira vez  em Portugal no programa «Os Filmes da Minha Vida», de Maria João Seixas, na RTP2, e ganhou alguns prémios em festivais de cinema, como o Grand Prix do Festival de Cinema du Réel, em Paris, o Golden Pigeon do Festival de Cinema Documental de Leipzig e ainda o Golden Gate Award no Festival de São Francisco. 

 

Sítio Oficial | IMDb

 
Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Digg Adicionar ao DoMelhortwitter
 

Comentar

 

Nome* :
Email:
Url:
Comentário* :
Controlo de SPAM
insira por favor a data de hoje.
Dica:07-09-2010
  * campos obrigatórios
   

projectos

In-Culto Rasarte

parceiros

Audiência Zero Esec TV Mapa de Salas
 
Quem Somos | Ficha Técnica | Contactos
Rascunho.net © 2005-2008 | Mais Olhos que Barriga - Associação Cultural